.

.

Partire...

"Partire è un pó morire", dice l'Adagio
"Ma è meglio partire che morire", aggiunge Carrara.
("Partir é morrer um pouco", diz o Adágio
"Mas é melhor partir do que morrer", retruca Carrara.)

Crise Europeia







A crise da dívida europeia entrou numa nova fase e os decisores devem encontrar uma resposta clara para travar o contágio que ameaça a zona euro. As palavras são de Mario Draghi, futuro presidente do Banco Central Europeu e atual Governador do Banco de Itália, um dos países ameaçados.

Draghi salientou a importância do pacote de austeridade que, o Governo italiano garante, será aprovado até sexta-feira. “A incerteza em relação às perspetivas das finanças públicas italianas contribuiu para o stress dos últimos dias que envolveu as obrigações do Governo. As medidas financeiras do Governo são um passo importante no caminho para a recuperação das contas públicas”, afirmou.

 O Senado italiano aprovou nesta quinta-feira um plano de austeridade planejado pelo governo para tentar frear o contágio da crise da dívida à Itália, pondo em risco a economia do país.

Foram 161 votos a favor, 135 contra e 3 abstenções, e o pacote passará nesta sexta-feira à Câmara dos Deputados, onde deverá ser aprovado definitivamente.

O governo decidiu submeter o projeto a um voto de confiança no Parlamento para acelerar sua aprovação.

O ministro Tremonti propôs aos senadores que "o equilíbrio fiscal figure na Constituição", afirmando que a Europa precisa de vontade política para sair da crise "porque estamos como no Titanic; se nada fizermos, nem os passageiros de primeira classe vão se salvar, disse.

"Hoje, a Europa está diante de seu destino: para salvar-se precisa da política mais do que das finanças. A política não pode se equivocar neste momento", destacou o ministro.

O governo reagiu rapidamente aos graves ataques dos mercados, por sua enorme dívida pública de 1,9 trilhão de euros (correspondendo a cerca de 120% do PIB), pelas tensões entre o ministro da Economia e Finanças, Giulio Tremonti, e o chefe de governo Silvio Berlusconi e por um crescimento econômico quase nulo.

Depois de dois dias de calma, as taxas italianas registraram cifras recordes nesta quinta-feira durante emissão obrigatória de 5 bilhões de euros, o que foi motivo de novos temores. A Bolsa de Milão fechou em baixa de 1,07%.

Para evitar um contágio da crise, que repercutiria gravemente em todos os países da Zona do Euro, uma vez que a Itália é a terceira maior economia, tanto a maioria de direita do Parlamento, quanto a oposição de esquerda decidiram, por consenso, aprovar o plano de ajuste rigoroso de forma urgente.

Para isso, os partidos de esquerda e de centro decidiram não apresentar emendas, exigindo, no entanto, que, ao término das votações, Berlusconi renunciasse ao cargo, por ter demonstrado que perdeu a credibilidade para dirigir o país num momento tão delicado.

O chefe de governo italiano evitou pronunciar-se, e sua ausência do cenário político vem motivando numerosos artigos na imprensa.

O plano de ajuste deverá permitir ao país alcançar o déficit zero em 2014 e será de 47 bilhões de euros, em vez dos 40 bilhões inicialmente previstos.

O pacote antecipará para 2013 um programa de privatização de empresas estatais e municipais, introduzirá o pagamento, pela população, de uma parte das consultas médicas, congelando a remuneração do funcionalismo público e cortando os recursos destinados a entidades locais, entre outras medidas.

A partir de 2013, a aposentadoria ficará mais difícil, com o aumento gradual da idade para requerer o benefício, em função da expectativa de vida da população italiana, além de ser introduzida uma contribuição solidária.

Em nível de receita, será introduzido um imposto progressivo aos possuidores de bônus do tesouro.

Embora as medidas italianas devessem aliviar os mercados, a brusca degradação, na quarta-feira, por parte da agência Fitch, da classificação da Grécia, obriga as autoridades europeias a tentar superar suas divergências ante a crise.

Os detalhes de um plano para ajudar a Grécia deveriam ter sido debatidos numa cúpula de emergência da Zona do Euro, inicialmente prevista para esta sexta-feira, mas foi adiada até o "momento oportuno", quando, segundo a chanceler alemã, Angela Merkel, estejam todos prontos para aprovar um novo pacote para a Grécia, o mais rápido possível".

0 comentários:

Postar um comentário